Festival Planeta Terra 2009 ou Maquinaria Rock Festival???

18 09 2009

Com o cancelamento do Tim Festival 2009, no início desse ano, o Festival Planeta Terra foi a única saída para reunir uma boa quantidade de bandas indies e pop em um mesmo lugar, como foi no ano passado: Mallu Magalhães, Vanguart, Animal Collective, Jesus and Mary Chain, Bloc Party, Foals, Breeders, The Offspring e Kaiser Chiefs), o que ao mesmo tempo foi uma bagunça e com alguns furos (como a despedida cínica do Kaiser Chiefs, pelo porta-voz do show), foi uma grande e agradável experiência.

Esse ano a regra, de reunir bandas diferentes e apresentações simultâneas continua a mesma. No semestre passado, haviam rumores que o recém reunido Faith no More e os “punks” do Green Day iriam tocar esse ano no Festival Planeta Terra, mas Faith no More foi para um outro festival, o Maquinaria Rock Festival, também em São Paulo. No entanto, várias atrações já foram confirmadas, que com certeza, agradará muito os indies de plantão:

Sonic Youth

Primal Scream

The Ting Tings

Maximo Park

Metronomy

N.A.S.A.

Macaco Bong

Copacabana Club

Móveis Coloniais de Acaju

EX!

Etienne de Crecy

Kings of Leon (rumores recentes)

Yeah Yeah Yeahs (rumores recentes)

E ainda houveram rumores de que teria Green Day, mas não possibilidade alguma.

Os ingressos já estão no segundo lote, por R$ 170,00, fora a caríssima taxa de conveniência de R$34,00. Uma facada… mas torçam para que Kings of Leon e Yeah Yeah Yeahs pintem aqui, sendo que com Sonic Youth já está ótimo!

Agora, para quem realmente curte o rock dos anos 90, o Maquinaria Rock Festival é uma opção perfeita. Melhor ainda, serão 2 dias de festival (7 e 8 de novembro), o que fará com que você não perca nenhuma das principais atrações anunciadas até agora:

Faith no More

Jane’s Addiction

Deftones

Sepultura

Nação Zumbi

Evanescence

Panic at the Disco! (rumores, uma banda emo no meio de pesadas acima? será que rola?)

… por um preço, meio que, salgado, porém justo:

Pista
R$200,00 inteira R$100,00 meia-entrada
Pista Premium VIP
R$ 450,00 inteira R$ 225,00 meia-entrada

…no site Ingresso Rápido.





Wallpaper Retrospectiva 2008

30 12 2008
clique na imagem para vê-la em tamanho real

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Festival Planeta Terra – eu fui!

12 11 2008

Finalmente o dia mais aguardado do ano, 08/11 havia chego, dia do Festival Planeta Terra, um festival de bandas que ocorreu em São Paulo, com atrações internacionais como Kaiser Chiefs e até mesmo Offspring, e também nacionais como a rival da Maísa, Mallu Magalhães e o Vanguart!

Comprei meu ingresso no 3o. lote via internet, gastei no total R$174 (ingresso + sedex + taxa de conveniência) para não me arriscar na meia.

Saí com um amigo meu daqui de SJC, ás 12h, em uma caravana que havia saído de Taubaté (uma 1/2 hora daqui) e fomos rumo a Sampa. No caminho compramos algumas bebidas pra beber (dã) e só fomos chegar lá na Vila dos Galpões, local do show, umas 16h30. Meu amigo entrou chapado na portaria 1, pagando mico até com o segurança com uma carterinha falsa (que tinha “tudo” a ver com a cara dele) para compensar a meia e por sorte o vadio conseguiu!, e eu tive que dar uma volta imensa até achar a portaria 2. Nisso, perdi o show do Brothers of Brazil :/ que acabou logo as 17h30 e achei por acaso meu amigo.

Na entrada ganhei um porta-bituca de cigarro em forma de tubo de ensaio (não fumo, mas considero isso como um souvenir rs) e fomos no Main Stage ver o Vanguart que estava se apresentando. O vocal, Flanders, estava com óculos escuro, aquele jeito meio blasé e alguns gritando “PEDÓFILO”, justamente por ele ser ex da Mallu Magalhães rs

Mais tarde saímos pra comer alguma coisa e comprar algumas porcarias. Nunca comi uma fogazza tão ruim e cara, tinha uma massa branca e seca, além de ser menor que a palma da minha mão e que também desidratou minha língua mais que a 51 que eu havia bebido antes de chegar á Vila dos Galpões! Depois demos um rolé em uns poucos estandes do Mundo Mix que tinha por lá. Comprei um óculos retrô e uma camiseta do Franz Ferdinand, o ideal para curtir um show “indie”!

Mais tarde, umas 19h, voltamos pro main para assistir a Mallu. Talentosa mas meio exibida, junto com uma banda de “Willy Wonkas” e um back-vocal de enfeite, ela encantava os fãs, enquanto eu e mais uns próximos gritávamos “TOCA RAUL!”, “MAÍSAAAAA!!!!”, “KD O FLANDEEEERSS???”. Só se encomodavam uns fanáticos esquisitos da cantora que estavam ali perto: “Maísa, humph! Falta de criatividade….”, Um deles já estava ficando com raiva de mim e quase me avançou.

Depois do tédio, passou-se meia hora e fomos ver Animal Collective no Indie Stage. Nunca vi uma bateria tão animal até então, mesmo pegando o final do show deles.

Mais uma meia-volta, já estava passando o Jesus and Mary Chain, onde tinha um cara baforando um baseado bem nas minhas costas, e uns tiozinhos vendendo água atropelando as pessoas da platéia. Fora isso, mesmo com as músicas bem tocadas, os caras da banda não pareciam estar muito dispostos.

21h, voltamos novamente pro Indie Stage para ver Foals, que foi o momento headbanging da noite, de tão frenético que era o som! Foi a banda que melhor tocou naquela noite, depois do Breeders.

22h já estávamos de volta ao Main Stage para ver o Offspring, um estranho no ninho de indies no show. Eu tinha que transpirar pra perder 1 ou 2kg pelo menos, se não fosse o show deles isso não teria acontecido rs. Foi realmente sem noção, me meti numa roda punk e não parei mais, levei um tombaço ao tentar subir numa piramide humana, quase perdi minha mochila, empurrei e fui empurrado incansavelmente. Fora isso, o Dexter, vocal, continua com a mesma voz e está bem parecido com o Elton John. Foi simplesmente nostálgico me lembrar daquelas músicas grudentas que fizeram minha cabeça no fim dos anos 90, como Why you don’t you get a job e Hammerhead, que também foram o auge das rodas punk naquela hora.

http://flickr.com/photos/tanaka/

http://flickr.com/photos/tanaka/

No meio lá da roda, teve até um maluco que passou mal e vomitou no meio daquela clareira de gente, aí parei o empurra-empurra, saí pra pra pegar algo pra beber e assistir Breeders no Indie Stage. Já eram 23h45.

Spoon já havia acabado no Indie Stage, e fui pedir algo pra beber. Naquele instante, arquei com uma oportunidade perdida, e das grandes. Eu estava esperando pela minha cerveja, e uma garota do meu lado, bêbada, me deu mole e puxou assunto. Eu fui na dela, mas quando a cerveja chegou e me virei pra pegar o copo, a mina sumiu!!! Fiquei muito bolado naquele segundo, não a achava em lugar nenhum.

Engoli meu orgulho (a cerveja) e fui lá no meio da multidão pra ver Breeders. Foi o show mais bem tocado na minha opinião, as tiazinhas mandam muito!! Aquela loirinha até mostrou a bunda pro palco, queria ter tirado foto :/ Elas tocam e cantam muito mesmo! Só sentia um cheiro de baseado ao redor de mim onde eu estava, pronto já virei fumante e drogado passivo. Tinha dois machos enormes se esfregando tapando minha visão, não que eu seja um homofóbico machista, mas incomoda muito! Me lembra muito aquele casal de gordos-dançantes-cegos-surdos que não me davam licença no meio da multidão no show do Vanguart aqui em S.J.Campos. Já era quase 1h da manhã.

http://flickr.com/photos/tanaka/

http://flickr.com/photos/tanaka/


Perdi Bloc Party… mas muitos reclamaram da performance deles!

Nem aguentamos ficar até o fim do Breeders, ainda que queríamos ficar na grade do Main Stage, onde ia rolar o último e mais esperado show do Planeta Terra, Kaiser Chiefs!!! Infelizmente, não consegui ir muito pra frente, mas o angulo onde eu estava deu pra filmar perfeitamente. Quando entraram foi bom ver que o Peanut não fora substituido (apesar de ele parecer sentindo muito mal desde o começo msm). Pra mim foi um pouco mais animado que o Breeders, e meio tosco também, pelo “portuinglês” do Ricky Wilson, falando “e ay caarra” “Peanut, hirroy” “operrow da apendycite” “somos kaiser chiefs”, mas também muito engraçado. A minha favorita, never miss a beat foi a que mais gostei, fora a Nanana e a Everyday I love you less and less.



Só estranhei a saida sem despedida depois da Oh my God, e fiquei puto quando o narrador disse “acabou o show, ta tendo pancadão lá no dj stage” e vazamos de lá de volta pra caravana.

Mas mesmo assim me diverti muito… só não fui no DJ Stage… então o DJ Mau Mau, virou “Bau Bau” rs

VEREDICTO:

Sinceramente, teve muita falta de organização por lá, preços caríssimos das bebidas, nada de pias, poucos standes do mundo mix, falta de despedida do Kaiser Chiefs (também falta de bom senso)… deixaram o show a desejar…

Outro fator que prejudicou foram os horários paralelos dos shows:

Main Stage:

17h30: Vanguart
19h: Mallu Magalhães
20h30: The Jesus and Mary Chain
22h: Offspring
23h45: Bloc Party
1h30: Kaiser Chiefs

Indie Stage:

16h15: Brothers of Brazil
18h: Curumin
19h30: Animal Collective
21h: Foals
22h30: Spoon
0h: Breeders

DJ Stage:

20h30: Mau Mau
22h: Sebastian Leger
23h30: Mylo
1h: Felix Da Housecat

Então, a partir das 18h era impossível de ver vários shows de uma vez, lógico. Esses horários funcionariam perfeitamente se fosse como o festival Glastonburry, da Inglaterra, que sempre passam de mais de um dia, com as mesmas atrações marcadas, com a possibilidade de você conseguir ver todas. Mas pra um 1 dia só não dá, foi muito bate e volta e menos aproveitamento.

Apesar de tudo, valeu muito mais a pena do quer ir em um show de uma só banda, deu pra pular com o Offspring, que com certeza quebrou o clima blasé e retrô dos indies que dominaram o recinto.

Se no ano passado já teve o new wave, dos 80, do Devo, e esse o hardcore do Offspring, que tal um hair metal como Extreme, punk como Rancid, ou até mesmo um heavy metal como Metallica??? O segundo e o terceiro espantariam todos os indies de plantão!





Anime Friends 2008

23 07 2008

Todo santo ano, eu, um otaku antiquado, mas por dentro das novas tendências dos animes, sempre vou em um dos mais famosos eventos de animes do Brasil que ocorre todo ano em São Paulo – SP, em Julho, o Anime Friends!

Em eventos assim, sempre costuma ter mangás (HQs japonesas), animes (desenhos japoneses), brinquedos importados, roupas, artigos, comidas típicas pra comprar, shows de bandas que cantam músicas de animes e séries japonesas, e até mesmo gente fantasiada de seus personagens favoritos, ou seja, COSPLAY!

Nesse ano, o Anime Friends ocorreu do dia 11 ao dia 20 de julho, no Market Plaza, um lugar vasto com várias galerias para suportar uma enxurrada de gente (só pra você ter uma idéia, nos anos anteriores a AF era realizada no prédio da faculdade Sant’anna). Tudo isso foi prato cheio para os “otakus” (fanáticos por animes), cuja grande maioria são estudantes de férias e com uma boa grana guardada para gastar com os artigos mais cobiçados do estilo, e também de ganhar dinheiro, desde vendendo caricaturas em mangá por preços duvidosos, até mendigando “selinhos”!

O mais legal que nesses eventos tem um público bem variado, de todas as classes, lugares, estilos (de metaleiros a emos!), em harmonia, como uma “Woodstock otaku”, onde gente fantasiada, os cosplayers, são saudados posando pra flashes fotográficos disparados de todos os lados!

Tive o prazer de, na AF desse ano, ir nos dois domingos de evento, onde gastei mais com “souvenirs” do que mangás, ainda por estar desatualizado nesse termo.

O primeiro domingo estava bem até tranquilo, a fila pra entrar estava pequena comparada a uma Anime Friends de verdade. Fui com um amigo meu, e também encontrei a galera do Fórum Portal Sonic, que também alugou uma sala usando o “Sonic the Hedgehog” como tema principal. O ruim é que tinha pouca gente, mas pelo menos aprendi a jogar Wii! Também consegui comprar o essencial para o meu cosplay de Alice Cooper, uma peruca!

No mesmo dia, á noite, também teve apresentações hilárias do Yamato Cosplay Club, como essa, com o Dr. Gero de Dragon Ball Z!!

Mas nada supera o último dia do evento, o segundo domingo (20/07), onde fui com um meu amigo Tom, sósia do Ozzy, de caravana. A fila pra entrar estava homérica e minha vontade de esvaziar a bexiga me fez descarregar discretamente atrás de um ônibus de caravana o qual eu fui pro evento. Após uma longa espera, receber a pulserinha e ter o ingresso carimbado, finalmente entrei novamente no recinto. Lá, comprei uma corrente longa, e fui aprontar meu cosplay no banheiro.

Andei um pouco com o Tom, que era reconhecido como Ozzy até sem o óculos (claro, aquilo é natural, hehe) enquanto eu, era mais reconhecido como o Detonator do Massacration do que o próprio Alice Cooper! Só alguns me reconheceram como o cantor discípulo de Ozzy Osbourne. Também tiramos foto para o site da Cosplay Brasil!

Depois de um tempo, cada um foi pra um canto e eu fui pra sala reservada do Fórum Portal Sonic, a qual tinha mais gente do que no outro dia: BK, Heax, Cronoshack, Xel, Danny, Mya, Alpha, Runner, Jerzy, Thiago, Sonic Cósmico e mais amigos que eu mais falo via msn e fórum. Almoçamos num Mc Donalds perto do espaço do evento, onde tive o prazer de comer o Mc China!

Depois voltamos pro evento e sem Wii, aproveitamos pra ficar menos naquela sala estufante e dar um rolé por aí. Tiramos fotos, gravamos vídeos, jogamos baralho com paçoca, tomamos Mupy e muito mais! Foi um dia muito divertido com o pessoal que só costumo ver 1 ou 2 vezes no ano…é nessas horas que eu daria tudo pra viver em São Paulo.

Na hora da saída, o ônibus só saiu de lá as 11h45 devido ao show de encerramento da Anime Friends, o qual já estava exausto pra ver. Cheguei em S.J.Campos (minha cidade) só á 1h da manhã e acordei atrasado pra ir trabalhar!

Realmente, apesar dos apesares, consegui trocar um domingo entediante em casa e gastar uma boa parte do meu salário em uma coisa interessante! O ruim é que agora, só vou poder gastar bem no Festival Planeta Terra, em novembro, ainda que os ingressos deverão ser bem salgados, por trazer bandas como Kaiser Chiefs, Rancouters e Bloc Party, todas bandas que eu curto pacas, até troquei o festival que ia ter o The Hives, em setembro por esse.

Todas as fotos:
Fotos de 13/07
Fotos de 20/07





Show do Interpol: Frio eu?!

13 03 2008

Foi anteontem o show, mas só pude entrar hoje aqui no wordpress.

Fui com mais dois amigos pra São Paulo assistir o show do Interpol, na Via Funchal no dia 11/3 (terça). Tomamos um ônibus daqui de São José dos Campos a São Paulo ás 14h, que pelo trânsito lento demorou quase 2 horas pra chegar até a capital. De lá, minha amiga Ana tinha uma rota de metrôs anotada pra chegar fácil a Vila Olímpia.

Primeiro pegamos o que vai até a praça da Sé, de lá outro para Barra Funda até a Presidente Altino, onde quase erramos de metrô. Aí tomamos um em direção a Osasco, onde no último ponto pegamos o que vai para V. Olímpia. Bem quando chegamos a estação desejada, fomos atropelados por uma avalanche de gente que entrou no vagão, isto é, hora do rush (17h), o que nos fez descer só na próxima estação. Depois, deu tudo certo, quando retornamos a V. Olímpia com um metrô que fazia o sentido contrário. Apesar da hora do rush, aprecio metrôs!

Quando chegamos lá, 18h, já tinha um pouco de fila para entrar (a casa abria 19h30) e entramos nela. Naquela hora, comprei uma camiseta do Interpol por 20 de um cambista e deu fome, e deixamos o Erms guardando a fila e fomos comprar alguma coisa pra comer. Chegando lá, começou a chover do nada, e resolvemos comer alguma coisa lá mesmo até a chuva parar de cair. Nossa, por falta de opção, peguei um risole tão gorduroso e quente, que parecia mais um bolovo! Parei de comê-lo antes da metade de tanta gordura!

Uns minutos depois, a chuva reduziu e armei meu guarda-chuva pra voltar a fila, e voltamos com um salgado e uma coca pro Erms. Chegando lá, a fila já havia entrado e fomos direto pra Via Funchal. Na entrada, o segurança não me permitiu entrar com o lanche, mas foi legal e me deixou guardar os guarda-chuvas (o meu e da minha amiga) na minha bolsa. Lá, até pensei em deixar minha tralha na chapelaria, mas mudei de idéia e subimos direto para o auditório.

O lugar era bem amplo e bonito, ainda tinha pouca gente concentrada lá na frente do palco, tinha também umas minas fumando um baseado! Enquanto o show não começava, saí a procura do Erms, enquanto a Ana esperava ali perto, e só o achei depois de quase uma hora (ele ainda estava com o cel desligado, e eu estava puto) no meio do aglomerado de gente envolto perto do palco, ele não conseguia sair de lá, aí deixei ele lá msm e fui ficar com minha amiga.

A parte do auditório que me pareceu mais entediada foi o mezanino, que de aonde eu estava visão de lá parecia não muito boa. Ainda bem que comprei pra pista, ainda bem que não estou no lugar deles heehhe!

Após um energético caríssimo pra espantar o sono(R$ 12, tinha gosto de tubaína), e achar e bater um papo com uma conhecida minha que chegou lá ás 8h da manhã, o show começou! Para abrir o show, veio, nada mais nada menos, que Cachorro Grande, a banda de rock brasileira que mais gosto, começando no maior pique. Mas mesmo assim nem pulei muito, para guardar energia pro Interpol. Deu pra tirar umas fotos legais, ainda que o salão não estava tão escuro.

Depois desse bom começo, lá pra umas 22h e pouco, deram um tempo pra trocar os instrumentos, e nos encontramos com o primo da Ana, também chará meu, muito gente fina e ficamos trocando umas idéias.

Aí então o show de verdade começa! Com luzes negras (motivo para minhas fotos sairem meio desfocadas ¬¬) e a imagem da capa do novo cd deles no telão de fundo, a banda entra. A primeira coisa de diferente que notei neles, foi a mecha loira no topete do baixista Carlos Dengler (homenagem ao chimbinha, hahahha), o baterista Sam Fogarino, que parecia mais bombado (não é a toa que sempre a cara do Van Damme) o tecladista, que não conhecia antes e não sei o nome (parecia mais o Santos Dummont!).

Começaram com a Pioneer To The Falls, a primeira do novo CD, um começo perfeito, e depois foram para as mais agitadas como Evil, NARC, Say Hello tho the Angels(minha favorita), Obstacle 2(mas não tocaram a Obstacle 1), Mammoth. A platéia estava agitada comparada a suposta “frieza” dos integrantes do Interpol, mas eu não achei eles tão frios assim, principalmente o Carlos, que mandou muito bem no baixo e até fez algumas manobras (bem na hora que não pude filmar) e o Daniel Kessler (guitarra), o mais animado dos três (da onde eu estava, mal conseguia vê-lo…).

A única música que deixou o povo morno foi a Lighthouse, a última e mais depressiva do novo cd, que felizmente não era a última do setlist do show (é, foi boa pra descansar um pouco de tanto pular e gritar). Aí o pique voltou com a Heirich Manuever, Stella was a Diver, No I in Threesome e pra terminar a PDA.

Após o show, Paul Banks falou “uau”, agradeceu a presença dos fãs e até mandou beijos pra todos (discretamente)! Não houve encore, mas devo adimitir que os caras são muito melhores ao vivo, independente se eles são “frios” ou não! Frieza também é uma característica crucial da Polícia Internacional, qualquer semelhança é mera coincidência!

Depois do show, ás 0h30, eu e a Ana demoramos pra achar o Erms e fomos embora. O ruim é que ela tinha carona, e ainda não tinha espaço pra eu e o Erms… Tivemos que, sem opção, pagar um taxi (caro! R$ 50) até a rodoviária. Esperamos lá até as 5h da manhã pra ter ônibus pra São José. Ficamos enrolando até lá, e não caí de sono ainda!

Como hoje já é 13/3, e tem Interpol no Rio, aconselho a quem mora em Belo Horizonte a ir no show, no dia 15/3, mas só não gastem suas energias com a banda de abertura ok?

Acredito que depois desses shows, o Interpol venha a tocar nas rádios. Más línguas falam que bandas boas quando ficam famosas viram um lixo com a fama. Eu não penso assim, bandas e cantores ruins conseguiram sucesso graças as suas produções ruins e grudentas nas últimas décadas, tomando o lugar de outras melhores, pelo fato de serem grudentas.

Mas Interpol faz parte de uma nova geração de bandas interessantes que podem virar “pop” sem perder a jinga. Melhor isso, do que se manter ou entrar para a obscuridade e acabar do nada, como tantas bandas legais do passado.

Fala sério, sem ofensas, mas nunca havia visto tantos indies em um lugar só!

Um trecho da Pioneer to the Falls e Not Even Jail