Finalmente o dia mais aguardado do ano, 08/11 havia chego, dia do Festival Planeta Terra, um festival de bandas que ocorreu em São Paulo, com atrações internacionais como Kaiser Chiefs e até mesmo Offspring, e também nacionais como a rival da Maísa, Mallu Magalhães e o Vanguart!
Comprei meu ingresso no 3o. lote via internet, gastei no total R$174 (ingresso + sedex + taxa de conveniência) para não me arriscar na meia.
Saí com um amigo meu daqui de SJC, ás 12h, em uma caravana que havia saído de Taubaté (uma 1/2 hora daqui) e fomos rumo a Sampa. No caminho compramos algumas bebidas pra beber (dã) e só fomos chegar lá na Vila dos Galpões, local do show, umas 16h30. Meu amigo entrou chapado na portaria 1, pagando mico até com o segurança com uma carterinha falsa (que tinha “tudo” a ver com a cara dele) para compensar a meia e por sorte o vadio conseguiu!, e eu tive que dar uma volta imensa até achar a portaria 2. Nisso, perdi o show do Brothers of Brazil :/ que acabou logo as 17h30 e achei por acaso meu amigo.
Na entrada ganhei um porta-bituca de cigarro em forma de tubo de ensaio (não fumo, mas considero isso como um souvenir rs) e fomos no Main Stage ver o Vanguart que estava se apresentando. O vocal, Flanders, estava com óculos escuro, aquele jeito meio blasé e alguns gritando “PEDÓFILO”, justamente por ele ser ex da Mallu Magalhães rs
Mais tarde saímos pra comer alguma coisa e comprar algumas porcarias. Nunca comi uma fogazza tão ruim e cara, tinha uma massa branca e seca, além de ser menor que a palma da minha mão e que também desidratou minha língua mais que a 51 que eu havia bebido antes de chegar á Vila dos Galpões! Depois demos um rolé em uns poucos estandes do Mundo Mix que tinha por lá. Comprei um óculos retrô e uma camiseta do Franz Ferdinand, o ideal para curtir um show “indie”!
Mais tarde, umas 19h, voltamos pro main para assistir a Mallu. Talentosa mas meio exibida, junto com uma banda de “Willy Wonkas” e um back-vocal de enfeite, ela encantava os fãs, enquanto eu e mais uns próximos gritávamos “TOCA RAUL!”, “MAÍSAAAAA!!!!”, “KD O FLANDEEEERSS???”. Só se encomodavam uns fanáticos esquisitos da cantora que estavam ali perto: “Maísa, humph! Falta de criatividade….”, Um deles já estava ficando com raiva de mim e quase me avançou.
Depois do tédio, passou-se meia hora e fomos ver Animal Collective no Indie Stage. Nunca vi uma bateria tão animal até então, mesmo pegando o final do show deles.
Mais uma meia-volta, já estava passando o Jesus and Mary Chain, onde tinha um cara baforando um baseado bem nas minhas costas, e uns tiozinhos vendendo água atropelando as pessoas da platéia. Fora isso, mesmo com as músicas bem tocadas, os caras da banda não pareciam estar muito dispostos.
21h, voltamos novamente pro Indie Stage para ver Foals, que foi o momento headbanging da noite, de tão frenético que era o som! Foi a banda que melhor tocou naquela noite, depois do Breeders.
22h já estávamos de volta ao Main Stage para ver o Offspring, um estranho no ninho de indies no show. Eu tinha que transpirar pra perder 1 ou 2kg pelo menos, se não fosse o show deles isso não teria acontecido rs. Foi realmente sem noção, me meti numa roda punk e não parei mais, levei um tombaço ao tentar subir numa piramide humana, quase perdi minha mochila, empurrei e fui empurrado incansavelmente. Fora isso, o Dexter, vocal, continua com a mesma voz e está bem parecido com o Elton John. Foi simplesmente nostálgico me lembrar daquelas músicas grudentas que fizeram minha cabeça no fim dos anos 90, como Why you don’t you get a job e Hammerhead, que também foram o auge das rodas punk naquela hora.
No meio lá da roda, teve até um maluco que passou mal e vomitou no meio daquela clareira de gente, aí parei o empurra-empurra, saí pra pra pegar algo pra beber e assistir Breeders no Indie Stage. Já eram 23h45.
Spoon já havia acabado no Indie Stage, e fui pedir algo pra beber. Naquele instante, arquei com uma oportunidade perdida, e das grandes. Eu estava esperando pela minha cerveja, e uma garota do meu lado, bêbada, me deu mole e puxou assunto. Eu fui na dela, mas quando a cerveja chegou e me virei pra pegar o copo, a mina sumiu!!! Fiquei muito bolado naquele segundo, não a achava em lugar nenhum.
Engoli meu orgulho (a cerveja) e fui lá no meio da multidão pra ver Breeders. Foi o show mais bem tocado na minha opinião, as tiazinhas mandam muito!! Aquela loirinha até mostrou a bunda pro palco, queria ter tirado foto :/ Elas tocam e cantam muito mesmo! Só sentia um cheiro de baseado ao redor de mim onde eu estava, pronto já virei fumante e drogado passivo. Tinha dois machos enormes se esfregando tapando minha visão, não que eu seja um homofóbico machista, mas incomoda muito! Me lembra muito aquele casal de gordos-dançantes-cegos-surdos que não me davam licença no meio da multidão no show do Vanguart aqui em S.J.Campos. Já era quase 1h da manhã.
Perdi Bloc Party… mas muitos reclamaram da performance deles!
Nem aguentamos ficar até o fim do Breeders, ainda que queríamos ficar na grade do Main Stage, onde ia rolar o último e mais esperado show do Planeta Terra, Kaiser Chiefs!!! Infelizmente, não consegui ir muito pra frente, mas o angulo onde eu estava deu pra filmar perfeitamente. Quando entraram foi bom ver que o Peanut não fora substituido (apesar de ele parecer sentindo muito mal desde o começo msm). Pra mim foi um pouco mais animado que o Breeders, e meio tosco também, pelo “portuinglês” do Ricky Wilson, falando “e ay caarra” “Peanut, hirroy” “operrow da apendycite” “somos kaiser chiefs”, mas também muito engraçado. A minha favorita, never miss a beat foi a que mais gostei, fora a Nanana e a Everyday I love you less and less.
Só estranhei a saida sem despedida depois da Oh my God, e fiquei puto quando o narrador disse “acabou o show, ta tendo pancadão lá no dj stage” e vazamos de lá de volta pra caravana.
Mas mesmo assim me diverti muito… só não fui no DJ Stage… então o DJ Mau Mau, virou “Bau Bau” rs
VEREDICTO:
Sinceramente, teve muita falta de organização por lá, preços caríssimos das bebidas, nada de pias, poucos standes do mundo mix, falta de despedida do Kaiser Chiefs (também falta de bom senso)… deixaram o show a desejar…
Outro fator que prejudicou foram os horários paralelos dos shows:
Main Stage:
17h30: Vanguart
19h: Mallu Magalhães
20h30: The Jesus and Mary Chain
22h: Offspring
23h45: Bloc Party
1h30: Kaiser Chiefs
Indie Stage:
16h15: Brothers of Brazil
18h: Curumin
19h30: Animal Collective
21h: Foals
22h30: Spoon
0h: Breeders
DJ Stage:
20h30: Mau Mau
22h: Sebastian Leger
23h30: Mylo
1h: Felix Da Housecat
Então, a partir das 18h era impossível de ver vários shows de uma vez, lógico. Esses horários funcionariam perfeitamente se fosse como o festival Glastonburry, da Inglaterra, que sempre passam de mais de um dia, com as mesmas atrações marcadas, com a possibilidade de você conseguir ver todas. Mas pra um 1 dia só não dá, foi muito bate e volta e menos aproveitamento.
Apesar de tudo, valeu muito mais a pena do quer ir em um show de uma só banda, deu pra pular com o Offspring, que com certeza quebrou o clima blasé e retrô dos indies que dominaram o recinto.
Se no ano passado já teve o new wave, dos 80, do Devo, e esse o hardcore do Offspring, que tal um hair metal como Extreme, punk como Rancid, ou até mesmo um heavy metal como Metallica??? O segundo e o terceiro espantariam todos os indies de plantão!




